Vou iniciar a publicação de vários textos, que pretendo um dia, fazer virar um livro. São textos que remetem à minha infância. Lembranças. Se gostarem digam que gostaram.
Boa Leitura!
terça-feira, 20 de abril de 2010
sexta-feira, 9 de abril de 2010
A AVENIDA Q
A AVENIDA Q é a história de Princeton, um jovem recém formado, de olhos vivos e brilhantes que se muda para New York com sonhos grandes e pouco dinheiro no banco. Descobre logo que a única vizinhança em pode alugar uma moradia é na Avenida Q e os vizinhos parecem ser bem agradáveis.
Há Brian, o comediante desempregado e sua noiva a terapeuta Neuza (seus amigos a chamam de JapaNeuza); Nicky o esperto e bom de coração e seu companheiro de quarto Rod, um bancário, super conservador que parece ter alguma espécie de segredo; há ainda um viciado do Internet chamou Trekkie, o monstro e uma linda professora-assistente do jardim de infância chamada Kate. E você acredita que o superintendente do edifício é Gary Coleman?!? (Sim, aquele que fez muito sucesso na TV quando era criança).
Juntos, Princeton e seus novos amigos esforçam-se para encontrar trabalho, o seu par e a finalidade de suas vidas.
Belo Horizonte: Teatro Palacio das Artes - Apresentações de 15 à 18 de abril
Há Brian, o comediante desempregado e sua noiva a terapeuta Neuza (seus amigos a chamam de JapaNeuza); Nicky o esperto e bom de coração e seu companheiro de quarto Rod, um bancário, super conservador que parece ter alguma espécie de segredo; há ainda um viciado do Internet chamou Trekkie, o monstro e uma linda professora-assistente do jardim de infância chamada Kate. E você acredita que o superintendente do edifício é Gary Coleman?!? (Sim, aquele que fez muito sucesso na TV quando era criança).
Juntos, Princeton e seus novos amigos esforçam-se para encontrar trabalho, o seu par e a finalidade de suas vidas.
Belo Horizonte: Teatro Palacio das Artes - Apresentações de 15 à 18 de abril
sábado, 6 de fevereiro de 2010
MORTO ATE O ANOITECER
A onda dos vampires voltou, e de uma forma diferente eles retornaram à vida pública, convivendo pacificamente com os humanos, bebendo sangue sintético e sem causar aquele medo que tínhamos na infância.
E este é o tema de “Morto até o anoitecer” Livro de Charlaine Harris que virou série, sendo este o primeiro da saga “Sangue fresco”.
Virou também um seriado de TV: True Blood.
Eu gostei. Agradeço Ao Jornal Estado de Minas que me presenteou.
Harris, Charlaine
Editora : EDIOURO
Tradução: Chico lopes
ISBN : 8500025565
ISBN13 :9788500025563
Páginas : 316
Publicação : 2009
Edição : 1º
Encadernação : BROCHURA
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Hanami – Cerejeiras em Flor (KIRSCHBLÜTEN – HANAMI)
Eu fico com raiva quando vejo coisas assim:
Hanami - cerejeiras em flor
Depois da morte da esposa, homem tenta realizar a viagem dos sonhos dela. 14 anos
Como alguém pode acreditar que uma chamada assim possa atrair alguém para o cinema?
O Filme não é nada disso, O filme fala sobre a efeméride, sobre a brevidade das coisas da vida. È uma reflexão sobre o desejo, sobre o sentido da vida. O filme tem como pano de fundo o Monte Fuji, mas poderia ser a Torre Eiffel, na França ou A Catedral de Milão na Itália ou até mesmo o Cristo Redentor no Rio de Janeiro, qualquer objeto de desejo. È um daqueles filmes que quando começa, o público está agitado, riem, e aos pouco os soluços começam a serem ouvidos e quando acaba a maioria sai em silêncio, refletindo. Eu gosto de filmes assim, que me incomoda me faz refletir, chorar. E Hanami - cerejeiras em flor cumpre este papel. Faz a gente sair do cinema pensando em nova atitude diante da vida, afinal, como as flores das cerejeiras e a mosca que faz uma grande ponta no filme, a vida é efêmera e o paraíso é aonde a gente é feliz.
Título orignal: Kirschbluten – Hanami
Origem: Aemanha / Frana, 2008
Direção: Doris Dorrie.
Roteiro: Doris Dorrie
Produção: Harald kugler e Molly Von Fursenberg.
Fotografia: Hanno Lentz.
Edição: Frank C. Muller e Inez Regnier.
Música Claus Bantzer.
Elenco: Elmar Wepper, Hannelore Elsner, Maximilian Brückner, Nadia Uhl, Birgit Minichmayr, Felix Eitner, Floriane Daniel, Celine Tanneberger, Robert Dôhert, Tadashi Endo, Sarah Camp, Gerhard Wittmann e Veith Von Fürstenberg.
Este texto vai para Mônica que me levou ao cinema em uma tarde chuvosa de São Paulo, e me ajudou a realizar um desejo.
sábado, 30 de janeiro de 2010
Promoções e Brindes
No final da década de 50, a Coca Cola lançou uma promoção que consistia em premiar aos seus consumidores (crianças), com miniaturas dos personagens do Walt Disney. Bastava você juntar sete tampinhas que você poderia trocar pelos seus personagens queridos. E Era o Mickey, a Margarida, o Pato Donald, o Pateta, o Jumbo, a Sininho etc. Tínhamos as sete tampinhas e era só esperar o caminhão da Coca Cola chegar para trocar. Logo em seguida a Pepsi Cola lançou a campanha com a miniatura dos esportes Olímpicos. Depois veio as miniaturas dos refrigerantes. Meu irmão mais velho colecionava caixa de fósforo. Tinha também os álbuns de figurinhas, com as celebres figurinhas carimbadas. Então eu também aprendi a colecionar.
Se ser promonauta, concurseiro, ou seja lá como queiram me chamar, é uma doença, foi assim que me contaminei.
Eu sempre gostei de promoções e brindes. Aquela história de compre dois e leve três sempre me atraíram. Programas de Rádio que davam brinde para quem participava, pergunta premiada, responda o nome da música. Sempre participei. Comprar e ganhar brinde sejam lá o que for: Lápis, caneta, caneca etc. Brindes para assinante de jornal, ingressos para peça de teatro, pré estreia de filmes, ingressos para cinema. Camisetas promocionais, livros.
Com o advento da internet as possibilidades multiplicaram. As promoções são encontradas com mais facilidade e a globalização permiti que você participe de promoções de todas as cidades brasileiras e algumas no exterior.
As promoções chamadas culturais, onde você tem que escrever uma frase, contar uma história são as que mais me agradam. Fazem-me lembrar das minhas professoras primarias que nos mostravam uma gravura e tínhamos que fazer uma composição, descrevendo a cena e desenvolvendo a nossa criatividade.
O Brinde pode não ser lá grandes coisas, mas ver o seu nome na lista dos ganhadores é como tirar dez na Composição.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
COM OS DIAS CONTADOS
Final e início do ano é a época em que sempre, fazemos um balanço de tudo que aconteceu nas nossas vidas. Bom: Este ano não vou me perder na tentativa de classificar as dez coisas que eu mais gostei ou deixei de gostar. Simplesmente vou comentar duas coisas que me emocionaram neste ano (dentre muitas coisa).
O primeiro foi o filme “A partida” (Okuribito) que comentei no princípio do ano. Ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro de 2009 foi um dos melhores filmes com o tema da morte que já assisti. A pessoa morta é tratada com tanto respeito e carinho, que emociona qualquer um que esteja vendo o filme. Eu diria que é um dos melhores ou o melhor filme que eu já vi.
E foi pensando neste filme, que encontrei este artigo da Deia Januzzi em sua coluna Coração de Mãe, no caderno Bem viver do Jornal Estado de Minas.
Ela fala de outro filme, que retrata também a morte: Antes de Partir. Como o seu texto foi a segunda coisa que me emocionou neste princípio de ano e é lindo, vou transcrevê-lo aqui.
Com os dias contados
Depois de assistir três vezes ao filme Antes de partir, com Jack Nicholson e Morgan Freeman, tive vontade de fazer também a minha lista se soubesse estar com os dias contados. No filme, os dois atores dividem o quarto de um hospital, ambos com mais de 70 anos e o diagnóstico de câncer incurável. Eles, então, resolvem viver tudo aquilo que sempre sonharam e não tiveram tempo. A partir da lista de desejos de um deles, os dois partem para concretizar os sonhos.
E você, o que faria antes de partir? Acredito que eu gostaria de fazer coisas simples, banais. Ou como diz Mary em seu novo livro, cujo título é Preciosas coisas banais. Nem pular de paraquedas nem ir ao topo do Himalaia nem vender e gastar tudo para viajar pelo mundo. Não, acho que iria correndo para casa ver o meu filho, dançar sem parar e dizer: "Adoro música. É a música que me faz viver e ter entusiasmo de acordar a cada dia." Então, iria ficar ali com ele dançando, girando, rindo até cair no chão, embriagada pela melhor música brasileira.
Cumpriria algumas promessas, como escrever o prefácio para o livro Velas ardentes, de José Augusto, de Sete Lagoas. Ele pede urgência e conta que gostaria de dar o título Depois do fim para o livro, mas suas filhas protestaram. E eu também. José Augusto tem glaucoma, que o impede de fazer o que mais gosta, ler e escrever, mas eu, José Augusto, começaria já o prefácio assim: "Ele vê mais do que qualquer um pode ver...".
Se, por acaso, estiver num hospital como os dois personagens do filme, já disse e deixei escrito: arranquem-me do hospital, tirem tubos e toda a parafernália tecnológica, porque quero ter o direito de morrer em paz, principalmente se estiver velha. Arranquem-me do hospital, onde não posso estar perto das coisas simples, como o vento no rosto e o afago do sol. Levem-me para Moeda, onde ficarei ouvindo o tambor tocado pela minha amiga da montanha até o último suspiro.
Se precisar, vou convocar o médico José Ricardo de Oliveira, dos cuidados paliativos, para que ele possa olhar por mim enquanto lê um conto de Rubem Alves que diz assim: "Um velhinho querido, de 92 anos, cego, surdo, todos os esfíncteres sem controle, numa cama – de repente, um acontecimento feliz! O coração parou. Ah, com certeza fora o seu anjo da guarda, que assim punha um fim à sua miséria! Mas o médico, movido pelos automatismos costumeiros, apressou-se a cumprir seu dever: debruçou-se sobre o velhinho e o fez respirar de novo. Sofreu inutilmente por mais dois dias antes de tocar de novo o acorde final. Dir-me-ão que é dever dos médicos fazer todo o possível para que a vida continue. Eu também, da minha forma, luto pela vida. A literatura tem o poder de ressuscitar os mortos. Aprendi com Albert Schweitzer que a reverência pela vida é o supremo princípio ético do amor. Mas o que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de um ser humano? O que e quem a define? O coração que continua a bater num corpo aparentemente morto? Ou serão os ziguezagues nos vídeos dos monitores, que indicam a presença de ondas cerebrais?".
Se pudesse, decretaria o fim dos CTIs para pessoas idosas (ou Centro de Tristezas Indizíveis, como definiu o meu amigo e terapeuta holístico Marco Aurélio Cozzi). Se fosse o último dia da minha vida, faria uma via-sacra nos hospitais e sequestraria todos os velhos que estão entubados e os levaria para passear pela cidade, mesmo que fosse o último ato de minha vida. Roubaria todos os velhos hospitalizados e os levaria para a Praça da Liberdade, onde estão as rosas e as fontes luminosas. No coreto, colocaria uma banda para tocar antigas canções e faria com que eles andassem pela grama com os pés descalços.
Se estivesse perto do fim, voltaria a rezar. Faria uma oração sem dogmas e sem a ortodoxia das igrejas institucionalizadas. Seria uma conversa sagrada, dessas que a gente tem só com o que há de mais elevado em nós mesmos. Nessa conversa com jeito de oração, pediria que o mundo tivesse menos gente e menos carros, que as pessoas se preocupassem mais com as outras, que os jovens tivessem oportunidades e voltassem a sonhar e que as crianças fossem educadas por adultos menos neuróticos e deprimidos.
Faria um hino às mulheres que carregam filhos e sacolas até suas casas no alto das favelas. Pediria pelas mães que sofrem com a morte dos filhos. Gritaria muito, bateria tampas de panelas umas nas outras para fazer muito barulho. Ou mergulharia no mais profundo silêncio do meu ser para que pudesse contar os minutos que me separam da eternidade. No mais, não deixo nada para depois. Celebro o ritual da vida todos os dias: se assim o desejar, tomo o melhor de todos os vinhos numa segunda-feira, na terça me apronto toda para ir ao trabalho, na quarta, danço sozinha ao som da música cigana e degusto a comida dos deuses numa quinta, e na sexta-feira fico sem fazer nada. E assim vou festejando a solidão de viver!
O primeiro foi o filme “A partida” (Okuribito) que comentei no princípio do ano. Ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro de 2009 foi um dos melhores filmes com o tema da morte que já assisti. A pessoa morta é tratada com tanto respeito e carinho, que emociona qualquer um que esteja vendo o filme. Eu diria que é um dos melhores ou o melhor filme que eu já vi.
E foi pensando neste filme, que encontrei este artigo da Deia Januzzi em sua coluna Coração de Mãe, no caderno Bem viver do Jornal Estado de Minas.
Ela fala de outro filme, que retrata também a morte: Antes de Partir. Como o seu texto foi a segunda coisa que me emocionou neste princípio de ano e é lindo, vou transcrevê-lo aqui.
Com os dias contados
Depois de assistir três vezes ao filme Antes de partir, com Jack Nicholson e Morgan Freeman, tive vontade de fazer também a minha lista se soubesse estar com os dias contados. No filme, os dois atores dividem o quarto de um hospital, ambos com mais de 70 anos e o diagnóstico de câncer incurável. Eles, então, resolvem viver tudo aquilo que sempre sonharam e não tiveram tempo. A partir da lista de desejos de um deles, os dois partem para concretizar os sonhos.
E você, o que faria antes de partir? Acredito que eu gostaria de fazer coisas simples, banais. Ou como diz Mary em seu novo livro, cujo título é Preciosas coisas banais. Nem pular de paraquedas nem ir ao topo do Himalaia nem vender e gastar tudo para viajar pelo mundo. Não, acho que iria correndo para casa ver o meu filho, dançar sem parar e dizer: "Adoro música. É a música que me faz viver e ter entusiasmo de acordar a cada dia." Então, iria ficar ali com ele dançando, girando, rindo até cair no chão, embriagada pela melhor música brasileira.
Cumpriria algumas promessas, como escrever o prefácio para o livro Velas ardentes, de José Augusto, de Sete Lagoas. Ele pede urgência e conta que gostaria de dar o título Depois do fim para o livro, mas suas filhas protestaram. E eu também. José Augusto tem glaucoma, que o impede de fazer o que mais gosta, ler e escrever, mas eu, José Augusto, começaria já o prefácio assim: "Ele vê mais do que qualquer um pode ver...".
Se, por acaso, estiver num hospital como os dois personagens do filme, já disse e deixei escrito: arranquem-me do hospital, tirem tubos e toda a parafernália tecnológica, porque quero ter o direito de morrer em paz, principalmente se estiver velha. Arranquem-me do hospital, onde não posso estar perto das coisas simples, como o vento no rosto e o afago do sol. Levem-me para Moeda, onde ficarei ouvindo o tambor tocado pela minha amiga da montanha até o último suspiro.
Se precisar, vou convocar o médico José Ricardo de Oliveira, dos cuidados paliativos, para que ele possa olhar por mim enquanto lê um conto de Rubem Alves que diz assim: "Um velhinho querido, de 92 anos, cego, surdo, todos os esfíncteres sem controle, numa cama – de repente, um acontecimento feliz! O coração parou. Ah, com certeza fora o seu anjo da guarda, que assim punha um fim à sua miséria! Mas o médico, movido pelos automatismos costumeiros, apressou-se a cumprir seu dever: debruçou-se sobre o velhinho e o fez respirar de novo. Sofreu inutilmente por mais dois dias antes de tocar de novo o acorde final. Dir-me-ão que é dever dos médicos fazer todo o possível para que a vida continue. Eu também, da minha forma, luto pela vida. A literatura tem o poder de ressuscitar os mortos. Aprendi com Albert Schweitzer que a reverência pela vida é o supremo princípio ético do amor. Mas o que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de um ser humano? O que e quem a define? O coração que continua a bater num corpo aparentemente morto? Ou serão os ziguezagues nos vídeos dos monitores, que indicam a presença de ondas cerebrais?".
Se pudesse, decretaria o fim dos CTIs para pessoas idosas (ou Centro de Tristezas Indizíveis, como definiu o meu amigo e terapeuta holístico Marco Aurélio Cozzi). Se fosse o último dia da minha vida, faria uma via-sacra nos hospitais e sequestraria todos os velhos que estão entubados e os levaria para passear pela cidade, mesmo que fosse o último ato de minha vida. Roubaria todos os velhos hospitalizados e os levaria para a Praça da Liberdade, onde estão as rosas e as fontes luminosas. No coreto, colocaria uma banda para tocar antigas canções e faria com que eles andassem pela grama com os pés descalços.
Se estivesse perto do fim, voltaria a rezar. Faria uma oração sem dogmas e sem a ortodoxia das igrejas institucionalizadas. Seria uma conversa sagrada, dessas que a gente tem só com o que há de mais elevado em nós mesmos. Nessa conversa com jeito de oração, pediria que o mundo tivesse menos gente e menos carros, que as pessoas se preocupassem mais com as outras, que os jovens tivessem oportunidades e voltassem a sonhar e que as crianças fossem educadas por adultos menos neuróticos e deprimidos.
Faria um hino às mulheres que carregam filhos e sacolas até suas casas no alto das favelas. Pediria pelas mães que sofrem com a morte dos filhos. Gritaria muito, bateria tampas de panelas umas nas outras para fazer muito barulho. Ou mergulharia no mais profundo silêncio do meu ser para que pudesse contar os minutos que me separam da eternidade. No mais, não deixo nada para depois. Celebro o ritual da vida todos os dias: se assim o desejar, tomo o melhor de todos os vinhos numa segunda-feira, na terça me apronto toda para ir ao trabalho, na quarta, danço sozinha ao som da música cigana e degusto a comida dos deuses numa quinta, e na sexta-feira fico sem fazer nada. E assim vou festejando a solidão de viver!
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Besouro Cordão de Ouro

Conheci a historia do BESOURO, em 1968, através da Elis Regina no festival de música da TV Record. A música “Lapinha” de Baden Powell e Paulo César Pinheiro foi a grande vencedora do festival. Elis Regina antes de cantar explicou: eu vou cantar a história de Besouro cordão de ouro. Besouro cordão de ouro foi na capoeira, o que Lampião foi no cangaço. Besouro era um valente. Besouro que sozinho lutou contra todo um regimento de cavalaria e saiu ganhando. Besouro home de corpo fechado que morreu traído por uma mulher. Seu último pedido: Morrer onde sempre viveu. Na Bahia. No bairro da lapinha.
Encontrei a história de Besouro também em um dos capítulos do livro Mar Morto, de Jorge Amado.
Em "Mar Morto" (1936), de Jorge Amado, Besouro é descrito como "o mais valente dos negros do cais".
"A estrela de Besouro pisca no céu. É clara e grande. As mulheres dizem que ele está espiando os malfeitos dos homens (barões, condes, viscondes, marqueses) de Santo Amaro. Está vendo todas as injustiças que os marítimos sofrem. Um dia voltará para se vingar", escreve Jorge Amado.
Agora fui agraciado com um convite do cine planeta para ver o filme: “Besouro da capoeira, nasce um herói” com direção de João Daniel Tikhomiroff.
Adaptação do livro “Feijoada no Paraíso”, de Marco Carvalho, Besouro é retratado como o maior capoeirista de todos os tempos. Um menino que, ao se identificar com o inseto que desafia as leis da Física, desafia ele mesmo as leis cruéis do preconceito e da opressão. Um mito, um super-herói. Besouro é um filme de aventura, paixão, misticismo e coragem sobre este personagem real que se tornou lenda. É um espetáculo de aventura, onde a paixão, o misticismo e a emoção têm papel central.
A Maravilhosa fotografia do filme feita por Enrique Chediak me chamou atenção já nos trailer. E alem de todos os efeitos especiais foi o que mais me chamou atenção. Valeu! Mais um filme da nova safra do cinema nacional que deve ser visto.
Encontrei a história de Besouro também em um dos capítulos do livro Mar Morto, de Jorge Amado.
Em "Mar Morto" (1936), de Jorge Amado, Besouro é descrito como "o mais valente dos negros do cais".
"A estrela de Besouro pisca no céu. É clara e grande. As mulheres dizem que ele está espiando os malfeitos dos homens (barões, condes, viscondes, marqueses) de Santo Amaro. Está vendo todas as injustiças que os marítimos sofrem. Um dia voltará para se vingar", escreve Jorge Amado.
Agora fui agraciado com um convite do cine planeta para ver o filme: “Besouro da capoeira, nasce um herói” com direção de João Daniel Tikhomiroff.
Adaptação do livro “Feijoada no Paraíso”, de Marco Carvalho, Besouro é retratado como o maior capoeirista de todos os tempos. Um menino que, ao se identificar com o inseto que desafia as leis da Física, desafia ele mesmo as leis cruéis do preconceito e da opressão. Um mito, um super-herói. Besouro é um filme de aventura, paixão, misticismo e coragem sobre este personagem real que se tornou lenda. É um espetáculo de aventura, onde a paixão, o misticismo e a emoção têm papel central.
A Maravilhosa fotografia do filme feita por Enrique Chediak me chamou atenção já nos trailer. E alem de todos os efeitos especiais foi o que mais me chamou atenção. Valeu! Mais um filme da nova safra do cinema nacional que deve ser visto.
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