sexta-feira, 15 de maio de 2020

Um mergulho feminino no Pequeno Príncipe




A Pequena Princesa é um mergulho feminino no universo do Pequeno Príncipe feito por Carlos Gomes.
Sou aficionado pelo Pequeno Príncipe, (todo mundo que me conhece sabe disso). Coleciono edições do livro em idiomas e dialetos nos quais ele já foi traduzido. Todo e qualquer escrito sobre esta obra me interessa, citações e artigos literários.
Fui contemplado pelo autor com, A Pequena Princesa um  livro de apresentação bonita, com ricas ilustrações de Lhaiza Morena Castro.
O texto de Carlos Gomes flui suavemente a partir da dedicatória. Assim como no Pequeno Príncipe a leitura tem que ser pausada, digerida capítulo por capítulo, para que entendamos a proposta de mergulho do autor. Ele mergulha fundo, nos trazendo à tona toda beleza do Pequeno Príncipe na sua visão feminina de cada citação, cada fragmento, da obra de Saint-Exupery.
Boa Leitura.
José Marcos Ramos

O Menino das cem palavras


A autora Marina Ferraz, brinca com as palavras com uma sonoridade de quem vive cantando. Cantora e compositora do Trio Amaranto, Marina faz do menino das cem palavras um hino de amor ao verbo, ao substantivo, ao adjetivo, ao pronome, ao artigo e ao numeral. Não esquecendo a preposição, conjunção, interjeição e advérbio. Tudo fica encantado neste segundo texto da Marina, nos fazendo voltar à nossa infância. Primeiro a palavra “dita” depois o encantamento da alfabetização. Um texto com muito mais de cem palavras, cem sentimentos que rolam em cada parágrafo da história de Adendo. Um livro para crianças e adultos se divertirem... História para os avós contarem aos netos... História para nós, adultos, lermos de uma sentada só, e sorrir e chorar. Adendo: O livro já nasceu com uma adaptação para o teatro. Flávia, Lúcia e Marina brilham em cena, acompanhadas do Thiago Corrêa e Dani Braga. Outro Adendo: O livro vem acompanhado de um CD com as músicas e o texto da adaptação para o teatro. José Marcos Ramos * 

*José Marcos é fã incondicional do Trio Amaranto.

Quarentena


Meus fantasmas estão em quarentena comigo. Às vezes eles conversam comigo nas línguas que domino. Fazem-me relembrar erros e acertos. Já não me assusto, os coloco no varal e deixo-os ao vento que brota da fresta da janela.
Assim caminho nesta quarentena, limpando os livros da estante, relendo trechos dos livros antigos, descobrindo livros que não li.
Entre romances e poesias releio a vida dos santos, meu Deus! Como é sofrido ser santo!
Vou atrás da mitologia grega, é mais interessante, heroico. Fujo das tragédias, fico apenas com o lírico, o canto da sereia.
De repente surge em minhas mãos o Dom Casmurro e eu já nem sei mais se Capitu traiu o Bentinho ou se foi só uma divagação do Alienista lendo Memórias póstuma de Brás Cubas e Capitu era a Helena.
E nestes Cem anos de Solidão (é o que parece esta quarentena) com Crônica de uma morte anunciada só fica o amor nos tempos de cólera. E Viva! Gabriel Garcia Marquez.
E Já dizia João Cabral de Melo Neto: Como aqui a morte é tanta, só é possível trabalhar nestas profissões que fazem da morte ofício ou bazar.
O resto fica em casa! Para evitar a Morte Severina.

José Marcos Ramos

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Sete Pequenos Príncipes Brasileiros


Em 1 de janeiro de 2015, quando completou 70 anos da morte de Antoine de Saint - Exupéry, O Pequeno Príncipe tornou-se obra de domínio público.
 A primeira edição foi publicada em 1943 e incluía desenhos feitos pelo autor (aquarelas no manuscrito original). Tendo em conta que foram vendidos mais de 150 milhões de cópias em todo o mundo e foi traduzido em quase 270 idiomas e dialetos, podemos garantir que é uma das ilustrações mais universal. Quem não se recorda da imagem dourada do pequeno príncipe? 
No Brasil e no resto do mundo, outros Pequenos Príncipes, apesar da popularidade das ilustrações originais, surgiram.  
Encontramos diferentes ilustrações da criança que representa a inocência, a ilusão e a autenticidade com que devemos olhar para tudo.
Vamos dar uma olhada em alguns deles:

Gosto muito da versão do Maurício de Souza:


 


A versão para o Cordel de Vladimir Barrosna no texto de  Josué Limeira








A Versão de Sandra Jávera para a edição da editora FTD com a tradução: Leonardo Froes



















A versão de Anna Koeppe para a edição da editora Trinity com Tradução: Keith Rowland


















A Versão de Belli Studio feito para a edição de Todolivro, para a adaptação de Ruth Marschalek



















A versão também em Cordel de Maércio siqueira para o texto de Stélio Torquato Lima




















A versão de Veruschka Guerra para a edição da editora santuário na tradução de Flávia Cavalca de Castro, C.Ss.R









terça-feira, 14 de agosto de 2018

Réquiem para tia Maria



Vá brincar, com os anjos tia Maria! Foi assim que nos despedimos...
Ela recebia e tratava os sobrinhos como se fossem um extensão dos seus filhos…dividia o pouco com todos…igualmente...
 Os filhos eram muitos …o quarto pequeno…mas a cada fim de semana as camas se enchiam... uns para cima outros para baixo.
Muita alegria, muitas risadas.
Um coração de ouro...
 Tia Maria...para uns...tia cotinha para outros...
 Mas uma tia inigualável....
E o que falar da mãe? Da esposa? da cunhada, da sogra, da amiga???
Cuidadosa,
Brincalhona,
Companheira,
Solidária,
Generosa.
Uma pessoa que aprendeu vivendo e nos deixou uma grande sabedoria, a dos humildes, e de quem tem o coração maior que o mundo.
 Era assim com todos... Um sorriso, uma brincadeira, uma oração.
Obrigado Tia Maria, agora, Vai brincar com os anjos.


segunda-feira, 11 de junho de 2018

Um movimento de arte.




A Semana de arte moderna, invadiu o meu fim de noite. Quando recebi de presente a Caixa Modernista.


Um verdadeiro museu portátil da produção das vanguardas artísticas brasileiras. Organizada por Jorge Schwartz, reúne cerca de 30 elementos consensualmente importantes para o modernismo brasileiro: livros, catálogos, fotos e documentos da Semana de 22. Entre eles, inclui dois livros em edição fac-similar: a Paulicea Desvairada de Mário de Andrade e Pau Brasil de Oswald de Andrade. Estão presentes as reproduções do convite e do catálogo da exposição de Tarsila do Amaral na galeria Percier, em Paris, e o primeiro número da Revista Antropofagia, de maio de 1928. Fiel ao caráter artístico multidisciplinar da Semana de 22, contém elementos representativos das artes plásticas, arquitetura, cinema, fotografia e música, como a reprodução de postais com obras significativas, e o CD Música em Torno do Modernismo, produzido por José Miguel Wisnik e Cacá Machado,e reproduções de obras de Anita Malfatti de 1915/1916, e outros desdobramentos, como a capa do livro "História do Brasil", de Murilo Mendes, safra 1932.

domingo, 30 de abril de 2017

TIO JOÃO




João Machado (era ele mesmo), Joãozinho (chamado pelos irmãos),João (Chamado pelos cunhados e amigos) Machado (chamado pelos colegas de serviço),Machadinho (pelos amigos de serviço com carinho),Pai (pelas filhas Sandra, Carla e Cláudia),Tio João (pelos sobrinhos),Vô João (pelos netos Michelle e Rodrigo),Biso (pelos bisnetos Izabelle, Pedro Lucas, João Antonio e Ana Beatriz).
Só me lembro dele com fundo musical. A música fazia parte da vida dele. Lembro-me dos conjuntos regionais, das festas abrilhantadas pela família. Tio Nô cantando junto com tia Dina, Tio Zé fazendo percussão com os tostões, e ele soberano com o cavaquinho ou o bandolim. Foi assim que ele viveu o tempo que lhe deram pra viver. A rudez da juventude embalada pelo amor. A Construção dos viadutos, pontes, cidades, estádios, prédios e casas eram tratados da mesma forma que a construção da família. Não me lembro, se ele assobiava enquanto trabalhava. Mas sei que ele tocava enquanto construía a família. Ele acompanhava minha irmã quando ela cantava. Educou as filhas com música, tocando e cantando. Família que canta unida permanece unida. Das sementes que semeou brotaram frutos, se tem alguém que não canta ou toca, tem gente que aprecia música. Carla, Pedro e Izabelle são testemunhos desta minha verdade.

A família Machado sempre respirou música. Tio Rafael me apresentou os Beatles. Ouvíamos os primeiros discos que chegava ao Brasil, nas tardes de domingo, junto com os seus filhos. Tio Nô tinha uma voz linda, cantava até no rádio. Tio Zé como já disse, fazia percussão com os tostões ou com a caixa de fósforos. Luizinho, do Tio Rafael, cantava e tocava. A Carla canta, toca, faz música e arranjos. O Pedro toca violino... a Izabelle toca flauta... e todos cantam.

E Quem toca e canta, tem amigos que tocam e cantam. E os amigos que não tocavam nem cantavam passavam tardes com ele, jogando baralho. Truco, buraco... E ele sozinho até jogava paciência.

A mim ele ensinou muito, me ensinou desde pequeno a gostar dele. Mas isso não é privilégio meu. Todo mundo gostava dele.

Mas voltando a música... ele me ensinou a embalar a minha filha e os meus netos cantando: Vou deitar, vou dormir com a barriga cheia de juriti.

E por último, para Júlia, pro Miguel e pra Bia ele cantava assim: Periquito maracanã cadê a sua Iaiá?

Aí de cima, meu padrinho, toque pra mim, me benze e me abençoe!