domingo, 14 de novembro de 2010

“Todo artista tem de ir aonde o povo está”

Mas comigo é diferente, eu ando atrás dos meus ídolos. Muitas vezes já saí de Belo Horizonte para ver um espetáculo em São Paulo ou Rio de Janeiro. Mas hoje foi diferente, saí de Belo Horizonte para ir ao Teatro Municipal Manoel Franzen de Lima em Nova Lima, para ver o espetáculo Música de Brinquedo com o PATO FÚ. Na verdade, eu e a minha esposa aceitamos o convite do meu Genro e da minha filha para ir a este espetáculo.

Eu fico feliz porque a diferença de idade entre nós, não impede que curtamos o mesmo som. Eles gostam dos meus ídolos e me ensinam a gostar dos ídolos deles. Foi assim com o PATO FÚ. Ao me apresentarem a música: “Sobre o Tempo” Não imaginaram que eu iria curtir o PATO FÚ como eles.

Mas foi pela voz calma da Fernandinha Takai que eu me apaixonei. E aos pouco descobri as coisas lindas que ela fazia. E comecei correr atrás. E descobri o vasto repertório que ela tem. Da carreira com o PATO FÚ à carreira solo, cantando Nara Leão. Que coisa Linda! E a incursão pelas escritas e as crônicas publicadas no Jornal Estado de Minas, às Terças-Feiras.

Hoje foi a vez de “Música de Brinquedo”. Que Maravilha! Que Simplicidade! Que Arte! Os brinquedos sonoros de crianças ganham vida e se tornam membros de uma orquestra. Aquelas músicas que a gente pode chamar de músicas para toda a vida, ganham uma roupagem infantil e encantam crianças e principalmente adultos.

Não dá para falar mais. Se você tiver oportunidade, vá assistir ao espetáculo, compre o CD e experimente a emoção de ver e ouvir o som dos brinquedos de seus filhos sob a regência do PATO FÚ.


domingo, 19 de setembro de 2010

Ipê Amarelo

Aprendi hoje uma palavra nova: procrastinação que do latim significa “postergar, atrasar, demorar, adiar, delongar”.

Já faz tempo que quero escrever alguma coisa sobre os Ipês que afloram nesta época do ano, pré anunciando a primavera. Mas a procrastinação não permitiu. Somente agora ao ler um texto de Rafael Tonon na revista Vida Simples, que fala da procrastinação, que tomei coragem de abrir o Word e falar do meu amor pelos Ipês.

Em 1961, o então presidente Jânio Quadros declarou o pau-brasil a Árvore Nacional e o ipê-amarelo, da espécie Tabebuia vellosoi, a Flor Nacional.

A flor do Ipê é tão efêmera quanto à Cerejeira do Japão que é tão efêmera quanto à vida. Talvez seja por isso que gosto dos Ipês que encontramos em todas as praças ruas e parques das nossas cidades e também nos campos e florestas deste imenso Brasil.

São várias as cores do Ipê: Ipê roxo, Ipê branco, Ipê rosa e o Ipê amarelo.


Minha mulher quando solteira plantou em sua casa um ipê Amarelo. Quando ele floresce e caem as suas flores, forma um tapete amarelo no chão.

Nesta época do ano olho mais para o horizonte para ver os Ipês. E quando vejo um, escuto uma música que logo vem à minha memória: O ipê é tão belo / Nada se compara a ele / Parece assim / Sorvete com confete e marshmallow / Mas é mais que cor e sabor / Ele é singelo. / Mas singelo é pouco / pro Ipê Amarelo / Não é a mais bela flor / Mas ele é belo / Parece suspiro / O Ipê Amarelo. / Doce de coco também é pouco / É mais um pouco / O Ipê Amarelo / Parece um castelo colorindo a colina / A crina de um cavalo sob o sol de rapina. / É o intervalo entre a estela e a purpurina / É algo que não se denomina / Mistério e nobreza de fogueira acesa / Um rei no seu trono / Uma realeza. / Fosse animal, seria um camelo / Se mineral, ouro em farelo / Mas nada é tão claro / Nada é igual ao Ipê Amarelo / Nada é igual esse tal / De Ipê Amarelo / Nada é tão claro / Nada é igual.

Já pedi para ser cremado quando eu morrer e para jogarem as minhas cinzas no Mediterrâneo, mas podem colocar também as minhas cinzas para adubar um belo pé de Ipê Amarelo, assim florescerei uma vez no ano em cada flor de Ipê.

domingo, 12 de setembro de 2010

Colecionador ou ajuntador de coisas

Quando eu era criança e bota “era” nisso, meu irmão mais velho colecionava coisas. Caixas de fósforos de propaganda dessas que a gente ganha em hotel ou Motel, marcas de cigarro e outras coisas. Meu cunhado colecionava moedas antigas. Acho que vem daí esta mania que tenho de juntar coisas e chamar de coleção. Coleciono Lápis de propaganda. Hoje um pouco mais raros, mas com o advento dos grandes espetáculos de teatro e música eles estão de volta. Coleciono Notas & Moedas, nacionais e internacionais. Coleciono exemplares do livro “O Pequeno Príncipe” publicado no mundo. Quando surgiu o Cartão telefônico com as estampas bonitas e a história contada através das publicidades, comecei a juntar. É incrível como uma estampa de uma nota ou a face de uma moeda, pode nos remeter a datas históricas. Basta deixar a curiosidade eclodir. Você pega uma moeda e vê cunhada em uma das suas faces a figura de um soldado ou uma efígie, aí começa a história: Quem era essa pessoa que mereceu este destaque? Juntar coisas também é cultura. Só é. Os selos, os livros raros, os autógrafos de pessoas famosas. Agora descobri o Ex-líbris. Que legal! Mas uma fonte de lazer. Folhear livros à procura de Ex-líbris. Já tenho alguns. Eu gosto mesmo de juntar coisas e amigos para admirarem as coisas que junto.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Convite: Laçamento do livro da Malluh Praxedes

No dia 10 de setembro de 2010, sexta-feira, às 20h, na Casa da Cultura, Praça Torquato de Almeida, 26, em Pará de Mina. A escritora e Jornalista Malluh Praxedes estará lançando o seu livro: Qualquer Mulher Tem um Diário Qualquer.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A voz do dono, o dono do livro

Ex-líbris
Recentemente o meu amigo Osmar Mendes Junior, no seu Twitter, sugeriu que deveríamos redescobrir os ex-líbris. Junto com o seu post colocou um link para um vídeo no Youtube ( http://youtu.be/My1fhGGREIc. ) com explicações simples e modelos de ex-líbris.

Foi o suficiente para aguçar a minha curiosidade sobre o tema. Primeiro busquei informações no Santo Google, e depois fui revirar a minha biblioteca para ver se encontrava algum. Ledo engano. A minha biblioteca foi toda adquirida por mim e por minha esposa (quando fui pedi-la em casamento simplesmente disse: Vamos juntar os nossos livros e discos em uma só estante?) e outros foram presente dos nossos amigos. Logicamente nenhum livro da minha biblioteca poderia conter um ex-líbris.

Mas esta busca teve uma grande utilidade, além de me obrigar a limpar cada exemplar que manuseava. Normalmente a limpeza feita pela faxineira se reduz a passar o aspirador de pó. Encontrei várias coisas: Primeiro: exemplares raros como o Homem Que Calculava de Malba Tahan 10ª edição de 1946.....
Quarto de Despejo de Carolina Maria de Jesus (diário de uma favelada) edição de 1963. Na época foi uma revolução.
 Além de vários livros com dedicatória dos autores, como: Adélia Prado, Murilo Rubião, Wander Pirole e dos saudosos amigos Roberto Drumond e Osvaldo França Junior e muitos outros.

Para minha surpresa, em uma coleção chamada Biblioteca de Seleções (Seleções do Reader’s Digest) edição de 1957, encontrei ex-líbris prontos para serem usados, bastava colocar o meu nome. Veja figuras abaixo.

Agora tenho mais duas atividades ligadas ao ex-líbris para fazer: Primeiro criar o meu ex-líbris (talvez em forma de carimbo seja mais fácil.) e ficar atento quando em visitas aos sebos, ver se encontro algum para início de uma coleção.

Obrigado amigo Osmar por me induzir a preencher parte do meu tempo com coisas prazerosas.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Coração de Mãe

A primeira leitura de domingo e leitura obrigatória, é a crônica: Coração de Mãe de Déa Januzzi, publicada no Jornal Estado de Minas, caderno Bem Biver. É o meu despertar dominical. Entre fatias de pão, suco e café, devoro a crônica, que sempre me fazem viajar nos meus pensamentos.

A cada domingo uma reflexão diferente, mas sempre, com o olhar materno, aquele olhar que acaricia e educa.

Emociono-me a cada leitura, pois o cotidiano comum relatado em cada crônica me faz lembrar sempre que não somos originais. O meu dia a dia é igual ao seu. As variáveis são muitas, mas a essência é a mesma.

E é isso que a Déa retrata em suas crônicas dominicais que me emocionam, me fazem chorar, levantam a minha moral.

Déa Januzzi tem um livro publicado com o mesmo título das suas cônicas publicadas aos domingos “Coração de Mãe”. Foi publicado em 2003 pela Editora Leitura é uma coletânea das crônicas publicadas a aquela época.

Agora eu vou procurar o livro para comprar. Pois deve ser muito bom.