terça-feira, 14 de julho de 2009

NO QUINTAL DA SOLIDÂO

Quero cantar canções de amor
Que façam brotar nas consciências A esperança.
Quero cantar canções de amor
Que façam brotar nas mãos Algo mais forte que a solidão.
Quero cantar canções de amor
Que façam brotar nos corações A alegria.
Quero cantar canções
Que façam brotar Amor no meu quintal.
II
Entre terra, água e árvores Eu crio a vida.
Nas águas Do rego, navego À procura do mar;
Na terra molhada de chuva, Construo caminhos
E passeio em busca dos sonhos.
Nos galhos das árvores,
Espero a natureza,
Brinco de circo
Fazendo piruetas no ar.
III
No quintal da solidão Eu cultivo ervas.
Quando alguém Me machuca,
Me nega um olhar,
Eu preparo as ervas,
Faço cataplasmas,
Bebo chás E fico no quintal
Esperando você

terça-feira, 16 de junho de 2009

“Qualquer Mulher tem um Diário Qualquer”


A poesia feminina de Malluh Praxedes, sempre marcada em seus livros, novamente invade a nossa retina com o seu último livro “Qualquer Mulher tem um Diário Qualquer” Um delicioso diário tecido, com poemas de amor e dor comum a todas as mulheres, que provavelmente se identificam por entre as páginas deste bordado.
Entres os fios dos poemas cotidianos, Malluh vai nos enlaçando e fazendo a gente descobrir um pouco desta alma deliciosamente feminina.
Tenho o prazer de acompanhar a carreira literária da Malluh desde o seu primeiro livro de poesia “Nascência” em 1980 até a sua incursão como letrista em parceria com Renato Motha. Vejo que a cada obra a profundidade do seu texto é maior. Neste seu diário que toda mulher tem, Malluh vai nos fazendo ver a profundidade dos seus poemas. Não deixem de ler.

Malluh fala assim do seu trabalho: “Usei o diário para montar um romance, e, confesso, quase consegui. Escrevê-lo foi um prazer diferente. Faltou apenas colocar um ponto final nos trechos de diários de tantas mulheres. Acabei prestando uma homenagem a várias que admiro e foi uma sensação única. Em diversas situações cheguei a ficar comovida. E depois de tudo pronto, tive a idéia de convidar as 'Bordadeiras da Vila Mariquinhas’ para ilustrar a capa. Novamente foi outra emoção.”As “Bordadeiras da Vila Mariquinhas” fizeram ao todo 70 bordados, que foram aplicados na capa dos livros da edição especial, de capa dura: os bordados são únicos, de cores e estampas diferentes mostrando situações diversas. Para a edição comercial Malluh Praxedes convidou dois parceiros de seus livros: Fernando Fiuza para a criação da capa e Otávio Bretas para o projeto gráfico. A parceria da escritora com Fiuza já somam 15 anos e com Bretas 10 anos.

LIVROS DA AUTORA:
Nascência 1980
Nua Manhã de uma Mulher 1983
No Verão desta Primavera 1985
Setilha 1988
A Menstruação da Ascensorista 1993
Chico Mineiro - 10 Anos de Casos & Comidas 1994
Viu, Querida? 1995
Posso Interromper o Beijo? 1998
Se Assim Sou / Sí Así Soy 2000
Mulheres na Linha / Women On Line 2000
Suspiração 2003
Beijos de Acender o Dia 2005
Qualquer Mulher tem um Diário Qualquer 2008

sábado, 13 de junho de 2009

OKURIBITO


Daigo Kobayashi é um jovem que acabou de perder o emprego na orquestra na qual tocava violoncelo. De repente, vagando pelas ruas sem emprego ou mesmo esperanças em relação à carreira, Daigo decide voltar para sua cidade natal na companhia da esposa. Lá, o único trabalho imediato que lhe aparece é como "nokanshi", um agente funerário especial responsável pela cerimônia de lavagem e vestimenta dos mortos antes que suas almas caminhem para o outro mundo. Trabalho este que, Daigo executa com seriedade, com ética. Um ritual de respeito e beleza. Ocorre que seu trabalho é simplesmente desprezado pela esposa e por todos ao seu redor. Mas é através da morte que ele finalmente compreende o sentido da vida.
Um dos filmes mais bonito sobre o tema da morte que eu já assisti tudo é perfeito. A fotografia, a trilha sonora de Joe Hisaishi, tudo!
Quando a gente sai do cinema tem vontade de andar seguindo uma estrada sem volta, ouvindo a trilha sonora, e caminhando lentamente, talvez para o paraíso. Com a certeza de ter visto um dos melhores filmes da sua vida.
Título no Brasil: A partida
Título Original: Okuribito
País de Origem: Japão
Gênero: Drama
Direção: Yôjirô Takita
ElencoMasahiro Motoki ... Daigo Kobayashi
Tsutomu Yamazaki ... Ikuei Sasaki
Ryoko Hirosue ... Mika Kobayashi
Kazuko Yoshiyuki ... Tsuyako Yamashita
Kimiko Yo ... Yuriko Kamimura
Takashi Sasano ... Shokichi Hirata

domingo, 26 de abril de 2009

Mãe


Mãe,
Para você
Que no gozo do amor,
semeou-me.
No ventre quente,
alimentou-me.
No contato comigo,
me amou.
E me vendo crescer
ensinou-me a viver,
Obrigado!

domingo, 12 de abril de 2009

Para uma Mãe


MÃE,

“SIGO HOJE O MEU CAMINHO, TU TE LEMBRAS QUANDO COMECEI A ANDAR? OS TEUS OLHOS PARECIAM CORRER DUAS LÉGUAS NA MINHA FRENTE PARA AMPARAR A QUEDA, E OS TEUS BRAÇOS FORTES ME ABRAÇAVAM COM TANTO CARINHO, QUE QUERIA CAIR DE NOVO SÓ PARA SER NOVAMENTE ABRAÇADO.

HOJE OS MEUS CAMINHOS SÃO TÃO DIFERENTES MÃE!

TU TE LEMBRAS, QUANDO EU ME SEPAREI A PRIMEIRA VEZ DE TI?

EU IA PARA A ESCOLA, TU ME LEVASTE À PORTA, ARRUMASTE A GOLA DA MINHA BLUSA ( AINDA ME LEMBRO DO ELOGIO DA PROFESSORA PELA BRANCURA DA BLUSA) E SORRISTE OLHANDO-ME COM O CORAÇÃO, COM AS MÃOS FIRMES ME MOSTRASTE O CAMINHO. MÃE, EU NÃO SEI BEM SE TU TE LEMBRAS, MAS EU NÃO ESQUECI DE QUE QUANDO EU VOLTEI, TU ESTAVAS ASSENTADA SOB O ABACATEIRO E EU ME APROXIMEI DEVAGARINHO, ASSENTEI-ME E FICAMOS OLHANDO O SOL COBRIR O ABACATEIRO QUE DAVA SOMBRA AO CHÃO QUE NÓS PISÁVAMOS.

MÃE, EU ME LEMBRO DA NOSSA ÚLTIMA CONVERSA, SÓ NOSSA, OS TEUS OLHOS FALAVAM MAIS QUE A TUA BOCA, TUAS MÃOS TRÊMULAS AO AFAGAR O MEU ROSTO FALAVAM MAIS QUE TEUS OLHOS E EU NEM ME DEI CONTA QUANDO PARTISTES.

SÓ HOJE QUE SEI QUE MINHA FILHA VAI NASCER É QUE DESCOBRI QUE PARTISTES, SUA AUSÊNCIA ERA TÃO FORTE MÃE, QUE TORNAVA-SE PRESENÇA, E ATÉ HOJE EU NÃO A TINHA PERCEBIDO."

quinta-feira, 2 de abril de 2009

VIA SACRA DO PEQUENO PRÍNCIPE


Foi a ti que Javé, teu Deus escolheu só para Ele, como seu povo, entre todas as mações da terra. (Deuteronômio. VII 6 )
Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que fez tua rosa tão importante.
(St. Exupéry )


DIANTE DE PILATOS (1)
agente nunca sabe.

JESUS RECEBE A CRUZ (2)
O que vejo não é mais que uma casca. o mais importante é invisível.

PRIMEIRA QUEDA (3)
É bem mais longe... bem mais difícil.

ENCONTRO COM MARIA (4)
E o principezinho se foi pensando na flor.

CIRINEU É FORÇADO A AJUDAR (5)
Quando o mistério é muito impressionante, a gente não ousa desobedecer.

A VERÔNICA (6)
É bom ter tido um amigo mesmo se a gente vai morrer.

SEGUNDA QUEDA (7)
Hesitou ainda um pouco; depois, ergueu-se.

CONSOLA AS MULHERES (8)
É tão misterioso o país das lágrimas.

TERCEIRA QUEDA (9)
Perdeu um pouco de coragem, mas fez ainda um esforço.

DESPOJADO DAS VESTES (10)
... eu parecerei morrer. É assim. Não venhas ver. Não vale a pena.

ELE É CRAVADO NA CRUZ (11)
Para que servem os espinhos?

E MORRE POR NÓS (12)
tu te tornas eternamente responsável por tudo aquilo que cativas.

A DESCIDA DA CRUZ (13)
Tombou devagarinho como uma árvore.

O SEPULTAMENTO
E eu a deixei sozinha.
E quando te houveres consolado (a gente sempre se consola) Tu te sentirás contente por teres me conhecido.
...Vos conhecereis o amor de Cristo que supera todo o conhecimento e entrareis, pela vossa plenitude,
EM TODA PLENITUDE DE DEUS. (EF.III,1)



quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O Menino do Pijama Listrado


As brincadeiras, com os amigos são interrompidas durante a Segunda Guerra Mundial, quando uma família alemã se muda de Berlim para Auschwitz, o pai, um oficial nazista, foi promovido e vai trabalhar em um campo de concentração. Bruno, de oito anos de idade, sem a companhia dos amigos fica muito entediado por não ter o que faze e com quem brincar e motivado pela curiosidade começa explorar o fundos do jardim da nova casa e encontra uma fazenda que ele via da janela do seu quarto. Lá ele encontra Shmuel, um menino da sua idade que vive na fazenda, do outro lada da cerca de arame farpado. Na verdade a fazenda era um campo de concentração. O encontro de Bruno com o menino do pijama listrado o leva da inocência a uma profunda reflexão sobre o mundo adulto. O filme mostra o modo como o preconceito, o ódio e a violência afetam pessoas inocentes, especialmente as crianças. Sai do cinema pensando no mito da MEDEIA, “conviver com a tragédia é pior que morrer envenenado”.