A vida é o fio do tempo, a morte é o fim do novelo O olhar que assusta anda morto O olhar que avisa anda aceso Mas quando eu chego eu me perco Nas tranças do teu desejo Ê Minas, ê Minas, é hora de partir, eu vou
Vou-me embora pra bem longe
A cera da vela queimando, o homem fazendo seu preço A morte que a vida anda armando, a vida que a morte anda tendo O olhar mais fraco anda afoito O olhar mais forte, indefeso Mas quando eu chego eu me enrosco Nas cordas do teu cabelo.
Nada será como antes (Milton Nascimento - Ronaldo Bastos)
Eu já estou com o pé nessa estrada Qualquer dia a gente se vê Sei que nada será como antes, amanhã Que notícias me dão dos amigos Que notícias me dão de você Sei que nada será como está Amanhã ou depois de amanhã Existindo na boca da noite um gosto de sol Num domingo qualquer, qualquer hora Ventania em qualquer direção Sei que nada será como antes, amanhã
Mas uma vez Chico Buarque me fez chorar... ouvi hoje pela primeira vez esta música...
a música vai dedicada para a Inês Helena e o Marcelo (Faz parte da campanha: "Quero meu Neto ja!")
O Filho Que Eu Quero Ter
Música: Toquinho Letra: Vinicius de Moraes
É comum a gente sonhar, eu sei,
Quando vem o entardecer;
Pois, eu também dei de sonhar
Um sonho lindo de morrer.
Vejo um berço e nele eu me debruçar
com um pranto a me correr
e assim chorando acalentar
o filho que eu quero ter.
Dorme, meu pequenininho
Dorme, que a noite já vem
Teu pai está muito sozinho
De tanto amor que ele tem.
De repente eu o vejo se transformar
No menino igual a mim
Que vem correndo me beijar
Quando eu chegar lá de onde eu vim.
Um menino sempre a me perguntar
Um porquê que não tem fim
Um filho a quem só queira bem
E a quem só diga que sim.
Dorme, menino levado
Dorme, que a vida já vem
Teu pai está muito cansado
De tanta dor que ele tem.
Quando a vida enfim me quiser levar
Pelo tanto que me deu,
[Sentir-lhe] a barba me roçar
No derradeiro beijo seu.
E ao sentir também sua mão vedar
Meu olhar dos olhos seus,
[Ouvir-lhe] a voz a me embalar
Num acalanto de adeus.
Dorme, meu pai sem cuidado
Dorme, que ao entardecer
Teu filho sonha acordado
Com o filho que ele quer ter.
“O verdadeiro lugar de nascimento é aquele em que lançamos pela primeira vez um olhar inteligente sobre nós mesmos (...)” Marguerite Yourcenar
A convenção tem a vantagem de provar que as decisões do espírito e da vontade transcendem as circunstâncias. O verdadeiro lugar de nascimento é aquele em que lançamos pela primeira vez um olhar inteligente sobre nós mesmos: minhas primeiras pátrias foram os livros. Em menor escala, as escolas. As da Espanha ressentiam-se dos ócios da província. A escola de Terêncio Escauro, em Roma, ensinava mediocremente os filósofos e os poetas, mas nos preparava bastante bem para as vicissitudes da existência humana: os mestres exerciam sobre os discípulos uma tirania que eu me envergonharia de impor aos homens. Cada qual, confinado dentro dos estreitos limites do seu saber, desprezava os colegas, que, por sua vez, conheciam as outras matérias de maneira igualmente limitada. Esses pendantes discutiam até ficarem roucos. As querelas de precedência, as intrigas, nas calúnias familiarizaram-se com o ambiente que encontraria em todas as sociedades em que vivi. Não obstante estimei alguns dos meus mestres. Gostava das relações estranhamente íntimas e singularmente indefinidas que existem entre professores e alunos, como um canto de Sereia no fundo de uma voz trêmula que, pela primeira vez, nos revela uma obra-prima, ou nos dá a conhecer uma idéia nova. O maior sedutor, não é, afinal, Alcibíades e, sim, Sócrates.
Quando os longos dias de luz Cria no mar, rendas mais brancas, Cores mais vivas, Meio dia sem fim... É verão Quando os corpos ganham beleza E a morenice se espalha pelas praias É verão É verão no pais do sol, E é preciso contar historias que lembrem que o verão não é castigo dos céus Mas dádiva da natureza: Fertilidade, Alegria, Prazer... O Brasil é verão. Vocês verão historias gostosas como frutas que só o verão sabe amadurecer Verão historias de um doce riacho embalando sonhos nas redes Pescando coragem, fisgando paixões. O verão de riacho doce... Quem viver verão...
Esta noite tive insônia, acordei as quatro e trinta da matina e não consegui mais juntar as pestanas, mesmo com elas cansadas. A solução foi ir para frente do computador. Sem E-mail na caixa de correio, nada de novo que não tinha visto antes de deitar me lembrei de uma amiga de muito tempo, que não vejo ha séculos: Malluh Praxedes. Resolvi então escrever o nome dela na caixa de pesquisa da Google e ver o que dava... 12 páginas falavam da Malluh, trazendo referências que encaminhavam para cada significado desta minha amiga, Poeta, Contista, Letrista, Cronista, Produtora, Artista plástica... ARTISTA... Meu DEUS! A insônia me fez lembrar os tempos que eu sonhava. E me banhei nos seus textos e nas lembranças de tantas pessoas que ela me apresentou: Osvaldo França Junior, Roberto Drumont, Gonzaguinha, Marco Antonio Araujo, Tutti Maravilha, Milton Nascimento, Fernando Brant, David Tygel, Oswaldo Loureiro e tantos mais que a memória se nega em lembrar... “Alem da família,” “Dona Noêmia”, “seu Silvio”, Silvinho que saudade! Bom que ele deixou o Pablo de herança. Bom que consegui reencontrar a Malluh. Bom que já estou fazendo planos... Bom que daqui a pouco começa o ano novo e a gente tenta refazer o que deixou de ser feito...