sábado, 13 de junho de 2009

OKURIBITO


Daigo Kobayashi é um jovem que acabou de perder o emprego na orquestra na qual tocava violoncelo. De repente, vagando pelas ruas sem emprego ou mesmo esperanças em relação à carreira, Daigo decide voltar para sua cidade natal na companhia da esposa. Lá, o único trabalho imediato que lhe aparece é como "nokanshi", um agente funerário especial responsável pela cerimônia de lavagem e vestimenta dos mortos antes que suas almas caminhem para o outro mundo. Trabalho este que, Daigo executa com seriedade, com ética. Um ritual de respeito e beleza. Ocorre que seu trabalho é simplesmente desprezado pela esposa e por todos ao seu redor. Mas é através da morte que ele finalmente compreende o sentido da vida.
Um dos filmes mais bonito sobre o tema da morte que eu já assisti tudo é perfeito. A fotografia, a trilha sonora de Joe Hisaishi, tudo!
Quando a gente sai do cinema tem vontade de andar seguindo uma estrada sem volta, ouvindo a trilha sonora, e caminhando lentamente, talvez para o paraíso. Com a certeza de ter visto um dos melhores filmes da sua vida.
Título no Brasil: A partida
Título Original: Okuribito
País de Origem: Japão
Gênero: Drama
Direção: Yôjirô Takita
ElencoMasahiro Motoki ... Daigo Kobayashi
Tsutomu Yamazaki ... Ikuei Sasaki
Ryoko Hirosue ... Mika Kobayashi
Kazuko Yoshiyuki ... Tsuyako Yamashita
Kimiko Yo ... Yuriko Kamimura
Takashi Sasano ... Shokichi Hirata

domingo, 26 de abril de 2009

Mãe


Mãe,
Para você
Que no gozo do amor,
semeou-me.
No ventre quente,
alimentou-me.
No contato comigo,
me amou.
E me vendo crescer
ensinou-me a viver,
Obrigado!

domingo, 12 de abril de 2009

Para uma Mãe


MÃE,

“SIGO HOJE O MEU CAMINHO, TU TE LEMBRAS QUANDO COMECEI A ANDAR? OS TEUS OLHOS PARECIAM CORRER DUAS LÉGUAS NA MINHA FRENTE PARA AMPARAR A QUEDA, E OS TEUS BRAÇOS FORTES ME ABRAÇAVAM COM TANTO CARINHO, QUE QUERIA CAIR DE NOVO SÓ PARA SER NOVAMENTE ABRAÇADO.

HOJE OS MEUS CAMINHOS SÃO TÃO DIFERENTES MÃE!

TU TE LEMBRAS, QUANDO EU ME SEPAREI A PRIMEIRA VEZ DE TI?

EU IA PARA A ESCOLA, TU ME LEVASTE À PORTA, ARRUMASTE A GOLA DA MINHA BLUSA ( AINDA ME LEMBRO DO ELOGIO DA PROFESSORA PELA BRANCURA DA BLUSA) E SORRISTE OLHANDO-ME COM O CORAÇÃO, COM AS MÃOS FIRMES ME MOSTRASTE O CAMINHO. MÃE, EU NÃO SEI BEM SE TU TE LEMBRAS, MAS EU NÃO ESQUECI DE QUE QUANDO EU VOLTEI, TU ESTAVAS ASSENTADA SOB O ABACATEIRO E EU ME APROXIMEI DEVAGARINHO, ASSENTEI-ME E FICAMOS OLHANDO O SOL COBRIR O ABACATEIRO QUE DAVA SOMBRA AO CHÃO QUE NÓS PISÁVAMOS.

MÃE, EU ME LEMBRO DA NOSSA ÚLTIMA CONVERSA, SÓ NOSSA, OS TEUS OLHOS FALAVAM MAIS QUE A TUA BOCA, TUAS MÃOS TRÊMULAS AO AFAGAR O MEU ROSTO FALAVAM MAIS QUE TEUS OLHOS E EU NEM ME DEI CONTA QUANDO PARTISTES.

SÓ HOJE QUE SEI QUE MINHA FILHA VAI NASCER É QUE DESCOBRI QUE PARTISTES, SUA AUSÊNCIA ERA TÃO FORTE MÃE, QUE TORNAVA-SE PRESENÇA, E ATÉ HOJE EU NÃO A TINHA PERCEBIDO."

quinta-feira, 2 de abril de 2009

VIA SACRA DO PEQUENO PRÍNCIPE


Foi a ti que Javé, teu Deus escolheu só para Ele, como seu povo, entre todas as mações da terra. (Deuteronômio. VII 6 )
Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que fez tua rosa tão importante.
(St. Exupéry )


DIANTE DE PILATOS (1)
agente nunca sabe.

JESUS RECEBE A CRUZ (2)
O que vejo não é mais que uma casca. o mais importante é invisível.

PRIMEIRA QUEDA (3)
É bem mais longe... bem mais difícil.

ENCONTRO COM MARIA (4)
E o principezinho se foi pensando na flor.

CIRINEU É FORÇADO A AJUDAR (5)
Quando o mistério é muito impressionante, a gente não ousa desobedecer.

A VERÔNICA (6)
É bom ter tido um amigo mesmo se a gente vai morrer.

SEGUNDA QUEDA (7)
Hesitou ainda um pouco; depois, ergueu-se.

CONSOLA AS MULHERES (8)
É tão misterioso o país das lágrimas.

TERCEIRA QUEDA (9)
Perdeu um pouco de coragem, mas fez ainda um esforço.

DESPOJADO DAS VESTES (10)
... eu parecerei morrer. É assim. Não venhas ver. Não vale a pena.

ELE É CRAVADO NA CRUZ (11)
Para que servem os espinhos?

E MORRE POR NÓS (12)
tu te tornas eternamente responsável por tudo aquilo que cativas.

A DESCIDA DA CRUZ (13)
Tombou devagarinho como uma árvore.

O SEPULTAMENTO
E eu a deixei sozinha.
E quando te houveres consolado (a gente sempre se consola) Tu te sentirás contente por teres me conhecido.
...Vos conhecereis o amor de Cristo que supera todo o conhecimento e entrareis, pela vossa plenitude,
EM TODA PLENITUDE DE DEUS. (EF.III,1)



quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O Menino do Pijama Listrado


As brincadeiras, com os amigos são interrompidas durante a Segunda Guerra Mundial, quando uma família alemã se muda de Berlim para Auschwitz, o pai, um oficial nazista, foi promovido e vai trabalhar em um campo de concentração. Bruno, de oito anos de idade, sem a companhia dos amigos fica muito entediado por não ter o que faze e com quem brincar e motivado pela curiosidade começa explorar o fundos do jardim da nova casa e encontra uma fazenda que ele via da janela do seu quarto. Lá ele encontra Shmuel, um menino da sua idade que vive na fazenda, do outro lada da cerca de arame farpado. Na verdade a fazenda era um campo de concentração. O encontro de Bruno com o menino do pijama listrado o leva da inocência a uma profunda reflexão sobre o mundo adulto. O filme mostra o modo como o preconceito, o ódio e a violência afetam pessoas inocentes, especialmente as crianças. Sai do cinema pensando no mito da MEDEIA, “conviver com a tragédia é pior que morrer envenenado”.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

O Pequeno Príncipe


Não me lembro bem quando travei conhecimento com o Pequeno Príncipe. Provavelmente na juventude, na infância tenho certeza que não foi. Talvez influenciado pelo grupo de jovem, que participava, pois foi através deste movimento que entravamos em contato com os grandes clássicos da literatura, da filosofia, da história e da teologia. Acho que foi assim que encontrei o pequeno príncipe, entre Gibran Kahlil Gibran, Krishnamur, Jean-Paul Sartre, e outros. Escrito em 1943, pelo escritor Frances Antoine de Saint-Exupéry, o pequeno príncipe é o terceiro livro mais lido no mundo depois da Bíblia e do Alcorão. É talvez o único verdadeiro exemplo de uma fábula para adulto, ou melhor, para o menino que todos os adultos foram um dia. A estória é belíssima e tentar resumi-la ou explicá-la é desvalorizá-la. Então este é um convite para ler, pra quem ainda não leu e um convite para ler novamente para quem já leu... Eu já li várias vezes e a cada vez digo o mesmo, “magnífico”. Já li em Frances, em italiano, em espanhol, só não li na versão original em Inglês, (Antoine de Saint-Exupéry escreveu o livro em New York e acompanhou pessoalmente a sua tradução na língua inglesa...). Como um bom colecionador que sou, tenho alguns exemplares do livro em Frances, italiano, espanhol e brasileiro. O livro foi traduzido para 180 idiomas e dialetos. (Se você que estiver me lendo agora e quiser me enviar um exemplar editado em um idioma diferente eu ficarei feliz). O pequeno príncipe já foi editado em várias mídias, como cinema, disco, teatro etc.; e agora acabo de receber um exemplar em quadrinhos, um belo trabalho de Joann Sfar. Não é uma versão fiel do clássico, mas uma nova obra. Como eu gosto de clássicos em quadrinhos adorei. Leiam...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

ENTRE DEZ E ONZE HORAS



Ele acordava entre as dez e onze hora da manhã, depois que já tínhamos saído de casa. Ficava vagando pela casa, mudava a disposição dos quadros, ligava a televisão no; último volume, mas não assistia nada - não valia à pena, dizia - revirava as gavetas, rabiscava os papeis e escondia os vestidos de minha mulher, bebia da minha cachaça, arrancava as flores do jardim e as atiravam n água. Remexia em tudo, alterava a nossa vida. Quando chegávamos a casa ele me fazia ficar calado e a responder baixinho as perguntas de minha mulher. Quando estava sozinho ele me fazia sorrir. Algumas vezes ele me ajudava a regar os girassóis e conversava baixinho comigo, para não assustar as flores. Mostrava-me a delicadeza de cada pétala de flor e me fazia ver a metamorfose das borboletas, dizendo que também sabia voar. Um dia quando arávamos a terra para semear girassóis ele me falou de política, me contou da reforma agrária e da repressão ao povo. Ele maltratava mais a minha mulher, a fazia ter muito sono e sempre queixar-se de alguma coisa ao despertar, a fazia acreditar que eu não a amava, e só me deixava convencê-la do contrario quando; íamos para a cama e ficávamos fazendo amor até o sono chegar. Outro dia, quando olhávamos a germinação dos girassóis ele me disse que estava perto do dia de partir, ficamos ali calados - não sei quanto tempo - olhando os girassóis crescerem. Quando resolvi lhe perguntar quem era ele, e de onde ele tinha vindo ele desapareceu, como se fosse uma borboleta subindo ao céu. Até hoje -depois de muito tempo- eu e minha mulher não sabemos quem alterava a nossa vida e colocava o nosso relógio para despertar entre dez e onze horas da manhã.